Uma consulta de oftalmologia corre melhor quando se sabe o que vai acontecer. Este guia responde às perguntas que mais se fazem antes da primeira — e a uma que quase ninguém faz e que pode estragar o resto do dia.

O que levar

  • Os óculos que usa, todos — os de ver ao longe, os de ler, os de sol graduados. A graduação actual é o ponto de partida da avaliação.
  • As lentes de contacto, se as usa — e a caixa ou a receita onde está a graduação.
  • A lista dos medicamentos que toma, incluindo gotas, pílula, inaladores e suplementos. Vários fármacos comuns têm efeitos directos no olho, dos anti-histamínicos aos corticóides.
  • Relatórios e exames anteriores, se os tiver: cirurgias aos olhos, tratamentos, exames feitos noutros locais.

Se usa lentes de contacto

Para uma consulta de rotina, basta trazê-las. Mas se a consulta for para avaliar cirurgia — de catarata ou refractiva —, é preciso suspendê-las antes: no mínimo 7 dias as moles e 15 dias as rígidas. A lente molda a córnea, e uma córnea moldada falseia as medições de que depende o cálculo.

O que acontece na consulta

A estrutura é sempre a mesma, e cada passo tem uma razão:

  1. História clínica. Que sintomas tem, desde quando, o que os agrava e o que os alivia. Doenças gerais, cirurgias, medicação e — muitas vezes decisivo — a história da família.
  2. Acuidade visual e refracção. Mede-se quanto vê e determina-se a graduação exacta, ao longe e ao perto.
  3. Biomicroscopia. A observação à lâmpada de fenda: pálpebras, superfície do olho, córnea, cristalino. É aqui que se vêem a catarata, o olho seco e a inflamação.
  4. Pressão intraocular. O rastreio essencial do glaucoma, uma doença que não dá sintomas até estar avançada.
  5. Fundo do olho. A observação da retina e do nervo óptico, quase sempre com a pupila dilatada.
  6. Exames complementares, quando indicados. OCT, topografia da córnea, biometria ou campos visuais — consoante o que a observação sugerir.

No fim, o resultado é explicado com tempo: o que tem, porque acontece e o que se pode fazer.

A pergunta que quase ninguém faz: posso conduzir depois?

Se a pupila for dilatada — o que acontece na maioria das primeiras consultas —, não. As gotas que a dilatam, necessárias para ver bem a retina, deixam a visão desfocada e muito sensível à luz durante algumas horas.

Venha acompanhado, ou de transporte público, ou planeie esperar antes de pegar no carro. Óculos de sol ajudam no regresso a casa.

Quanto tempo demora

Mais do que se costuma pensar. Só as gotas de dilatação levam cerca de meia hora a fazer efeito, e os exames complementares, quando são precisos, acrescentam o seu tempo. Conte com uma consulta sem pressa — é precisamente por isso que se faz assim.

Se a avaliação for para cirurgia

Quando a consulta é para avaliar uma cirurgia, a lógica muda um pouco: o objectivo deixa de ser só diagnosticar e passa a ser decidir se operar, e como. Há exames próprios, e uma conversa honesta sobre o que a cirurgia consegue e não consegue fazer. Os artigos sobre quando operar a catarata e sobre quem é candidato a operar a presbiopia explicam os critérios.

Como marcar

As consultas fazem-se em seis unidades no Algarve, com a principal em Faro, e há três modalidades: presencial, segunda opinião e online. A página de marcação explica cada uma, e o pedido é respondido em um dia útil.

Tem dúvidas sobre o seu caso?

Este artigo é informativo e não substitui uma avaliação clínica. Marque uma consulta com o Dr. André Magalhães Oliveira e discuta o seu caso concreto, com exames e com tempo.

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A informação deste artigo tem carácter educativo e não substitui uma consulta médica. O diagnóstico e a indicação terapêutica só podem ser estabelecidos após avaliação clínica presencial.