Continuidade de cuidado
Da primeira avaliação ao pós-operatório, é sempre o Dr. André Magalhães Oliveira quem o acompanha. Não há transferência de caso entre profissionais.
A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural do olho. É a principal causa de perda de visão reversível no mundo — e a sua cirurgia é, hoje, o procedimento mais realizado e mais seguro de toda a medicina.
A cirurgia de catarata é o foco principal da prática do Dr. André Magalhães Oliveira. Substitui-se o cristalino opaco por uma lente intraocular transparente, escolhida em função do olho e do estilo de vida de cada paciente — desde lentes convencionais até lentes premium multifocais.
O que é a catarata
O cristalino é uma lente transparente situada atrás da íris. Com o tempo, as proteínas que o compõem alteram-se e agregam-se, tornando-o progressivamente opaco. A luz deixa de o atravessar limpamente e a visão torna-se enevoada, como olhar através de um vidro embaciado.
A causa mais frequente é o envelhecimento, mas existem outras: diabetes, traumatismo ocular, corticoterapia prolongada, exposição solar intensa sem protecção — factor relevante no Algarve — e determinadas condições congénitas.
Os sinais mais comuns são:
A catarata não regride nem se trata com medicação. A cirurgia é o único tratamento eficaz — e, ao contrário do que muitos pacientes receiam, não exige que a catarata esteja madura para ser realizada.
O momento certo é o seu
Durante décadas ensinou-se a esperar que a catarata amadurecesse. As técnicas actuais inverteram esse critério: uma catarata mais densa é tecnicamente mais exigente e implica maior tempo de ultrassons no interior do olho.
O critério hoje é funcional, e a pergunta certa não é quanto está opaco o cristalino, mas o que já deixou de conseguir fazer:
Se respondeu sim a alguma destas, a catarata já está a interferir com a sua vida — e esse é o momento de a avaliar.
Quando a cirurgia não é indicada de imediato
A cirurgia de catarata é segura na esmagadora maioria dos casos, mas não é sempre o passo seguinte. Há situações em que se estabiliza primeiro o olho, ou o estado geral do paciente, antes de operar:
Nenhuma destas situações é definitiva. Na maioria dos casos tratam-se primeiro, e a cirurgia realiza-se depois, em segurança.
Como decorre a cirurgia
Aplicam-se gotas anestésicas e dilatadoras. Não há injecções nem anestesia geral. Permanece acordado e confortável durante todo o procedimento.
Uma incisão de cerca de 2 milímetros na córnea, que encerra sem necessidade de pontos.
O cristalino opaco é fragmentado por ultrassons e aspirado, preservando-se a cápsula natural que irá alojar a nova lente.
A lente é introduzida dobrada através da mesma microincisão e desdobra-se na posição correcta, dentro da cápsula.
Fica em observação breve e regressa a casa acompanhado, com protecção ocular e a medicação prescrita.
Os dias seguintes
A recuperação da cirurgia de catarata é das mais rápidas de toda a cirurgia. A maioria dos pacientes nota melhoria já no dia seguinte.
Quando é necessário operar os dois olhos, a segunda cirurgia é habitualmente agendada com uma a duas semanas de intervalo, permitindo confirmar o resultado do primeiro olho antes de avançar.
Premium e convencional — qual escolher
A lente intraocular é permanente e não se substitui com facilidade. É por isso a decisão mais importante de toda a cirurgia, e merece uma conversa honesta e sem pressão comercial.
Existe uma boa cirurgia de catarata para cada orçamento. A lente convencional monofocal produz excelente visão a uma distância, com óculos para as restantes — é uma solução clinicamente sólida, e não uma solução de segunda linha. As lentes premium acrescentam independência de óculos, e o seu benefício depende do que cada pessoa faz com os olhos no dia-a-dia.
| Lente convencional | Lente premium | |
|---|---|---|
| Visão ao longe | Excelente | Excelente |
| Visão intermédia | Requer óculos | Boa a excelente |
| Visão ao perto | Requer óculos | Boa a excelente |
| Correcção de astigmatismo | Não (salvo lente tórica) | Sim, com lente tórica |
| Halos nocturnos | Raros | Possíveis, geralmente transitórios |
| Comparticipação | Habitualmente comparticipada | Diferencial a cargo do paciente |
O cirurgião que avalia é o cirurgião que opera
Da primeira avaliação ao pós-operatório, é sempre o Dr. André Magalhães Oliveira quem o acompanha. Não há transferência de caso entre profissionais.
Medicina na Universitat Autònoma de Barcelona, especialidade no CHUIMI (Gran Canaria) e formação em dois centros de referência mundial — IMO Miranza (Barcelona) e Moorfields Eye Hospital (Londres) —, aplicadas à prática no Algarve.
Diagnóstico explicado, opções de lente comparadas com números e orçamento fechado antes de qualquer decisão.
Consultas em Faro, Guia, São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António, para que o acompanhamento não implique viagens longas.
Perguntas frequentes sobre cirurgia de catarata
Sim, e é a preparação que mais consultas faz repetir. Para avaliar qualquer cirurgia — laser ou catarata — é necessária, no mínimo, uma semana sem lentes de contacto.
As lentes moldam a córnea enquanto são usadas, e a córnea leva dias a recuperar a sua forma própria. Medir antes disso dá uma topografia e uma biometria falseadas — e um cálculo feito sobre medidas erradas leva a uma cirurgia com o resultado errado.
Na prática: lentes moles, pelo menos 7 dias; lentes rígidas ou permeáveis a gases, pelo menos 15 dias, por vezes mais conforme o tempo de uso. Sem esse intervalo a avaliação não é conclusiva e há que remarcar. Se usa lentes, diga-o ao marcar: ajustamos a data para não perder a viagem.
Não. A cirurgia é feita com anestesia tópica — apenas gotas — e o paciente não sente dor. É comum sentir alguma pressão e ver luzes durante o procedimento. No pós-operatório pode haver sensação de areia no olho durante um ou dois dias, que cede com a medicação prescrita.
O valor depende sobretudo do tipo de lente intraocular escolhida e do subsistema de saúde ou seguro do paciente. A cirurgia com lente convencional é habitualmente comparticipada; nas lentes premium existe um diferencial a cargo do paciente. O orçamento é apresentado por escrito na consulta de avaliação, fechado e sem custos adicionais posteriores. Marque a sua avaliação para obter o valor exacto do seu caso.
Não. O cristalino removido não se regenera, e a lente intraocular não opacifica. O que pode acontecer, em alguns pacientes, é a opacificação da cápsula que aloja a lente — a chamada catarata secundária. Resolve-se em consulta, com laser YAG, num procedimento indolor de poucos minutos e sem incisões.
A prática habitual é operar um olho de cada vez, com uma a duas semanas de intervalo. Isso permite confirmar o resultado refractivo do primeiro olho e ajustar, se necessário, o cálculo da lente do segundo. Em situações específicas a cirurgia bilateral no mesmo dia pode ser ponderada, sempre caso a caso.
Depende da lente. Com lente monofocal terá excelente visão a uma distância e precisará de óculos para as restantes, tipicamente para leitura. Com lentes premium multifocais ou EDOF, a maioria dos pacientes dispensa óculos na generalidade das tarefas diárias. Nenhuma lente garante independência absoluta em todas as situações, e essa expectativa é discutida abertamente antes de operar.
Sim. A diabetes é frequente entre os pacientes com catarata e não impede a cirurgia. Exige, isso sim, avaliação cuidadosa da retina antes e depois do procedimento, e um controlo metabólico adequado no período peri-operatório. Se existir retinopatia diabética, o plano é articulado em conformidade.
Muitos pacientes reúnem condições ao fim de alguns dias, mas a autorização é clínica e individual: depende da acuidade visual atingida, do olho contralateral e da recuperação. A decisão é tomada em consulta de revisão, nunca por calendário fixo.
São condições distintas e por vezes confundidas por afectarem a visão com a idade. A catarata é a opacificação do cristalino — trata-se com cirurgia e a visão recupera-se por completo. O glaucoma é uma lesão progressiva do nervo óptico, habitualmente associada a pressão intraocular elevada, e a perda de visão que provoca não é reversível. As duas podem coexistir no mesmo paciente e não se excluem mutuamente; a avaliação clínica distingue uma da outra.
Sim — nas nossas unidades são necessárias, no mínimo, 6 horas de jejum. A cirurgia de catarata em si é feita com anestesia tópica e, por norma geral, não exigiria jejum. Nos nossos centros, porém, está sempre presente um anestesista no bloco operatório, para seu maior conforto e segurança e para responder de imediato a qualquer eventualidade — e é essa presença que torna o jejum obrigatório. Receberá esta indicação por escrito na consulta pré-operatória, com o horário exacto a partir do qual deve estar em jejum.
Caminhadas leves podem retomar-se em poucos dias. Actividades de impacto, natação, ou desporto que exponha o olho a poeira, água ou risco de pancada devem esperar até à consulta das duas a quatro semanas, quando se confirma que a cicatrização está completa. Golfe e ténis, por exemplo, retomam-se tipicamente depois dessa avaliação.
Referências e leitura complementar
A informação desta página tem carácter educativo e não substitui uma consulta médica. Cada olho é um caso: o diagnóstico e a indicação terapêutica só podem ser estabelecidos após avaliação clínica presencial pelo Dr. André Magalhães Oliveira.
Consulta de avaliação
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