01 · Cirurgias

Cirurgia de Catarata

A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural do olho. É a principal causa de perda de visão reversível no mundo — e a sua cirurgia é, hoje, o procedimento mais realizado e mais seguro de toda a medicina.

A cirurgia de catarata é o foco principal da prática do Dr. André Magalhães Oliveira. Substitui-se o cristalino opaco por uma lente intraocular transparente, escolhida em função do olho e do estilo de vida de cada paciente — desde lentes convencionais até lentes premium multifocais.

Duração média da cirurgia por olho 15 minutos
Apenas gotas, sem injecção nem internamento Anestesia tópica
Entra e sai no mesmo dia, acompanhado Ambulatório
Retoma completa da rotina; a visão melhora nos primeiros dias 1 semana
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O que é a catarata

O cristalino é uma lente transparente situada atrás da íris. Com o tempo, as proteínas que o compõem alteram-se e agregam-se, tornando-o progressivamente opaco. A luz deixa de o atravessar limpamente e a visão torna-se enevoada, como olhar através de um vidro embaciado.

A causa mais frequente é o envelhecimento, mas existem outras: diabetes, traumatismo ocular, corticoterapia prolongada, exposição solar intensa sem protecção — factor relevante no Algarve — e determinadas condições congénitas.

Os sinais mais comuns são:

  • Visão enevoada ou esbatida, que não melhora com óculos novos
  • Encandeamento com faróis e com o sol, sobretudo ao entardecer
  • Cores que perdem intensidade e tendem para o amarelo
  • Necessidade de mais luz para ler
  • Mudanças frequentes de graduação nos óculos

A catarata não regride nem se trata com medicação. A cirurgia é o único tratamento eficaz — e, ao contrário do que muitos pacientes receiam, não exige que a catarata esteja madura para ser realizada.

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O momento certo é o seu

Durante décadas ensinou-se a esperar que a catarata amadurecesse. As técnicas actuais inverteram esse critério: uma catarata mais densa é tecnicamente mais exigente e implica maior tempo de ultrassons no interior do olho.

O critério hoje é funcional, e a pergunta certa não é quanto está opaco o cristalino, mas o que já deixou de conseguir fazer:

  • Deixou de conduzir à noite por causa do encandeamento
  • Ler tornou-se cansativo mesmo com boa iluminação
  • Abandonou actividades de que gostava — costura, leitura, golfe
  • Sente insegurança a andar em terreno irregular ou a descer escadas

Se respondeu sim a alguma destas, a catarata já está a interferir com a sua vida — e esse é o momento de a avaliar.

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Quando a cirurgia não é indicada de imediato

A cirurgia de catarata é segura na esmagadora maioria dos casos, mas não é sempre o passo seguinte. Há situações em que se estabiliza primeiro o olho, ou o estado geral do paciente, antes de operar:

  • Infecção ocular activa — uma conjuntivite ou blefarite não tratada adia a cirurgia até resolver, pelo risco de a introduzir dentro do olho.
  • Inflamação intraocular não controlada — uma uveíte activa exige controlo prévio; operar sobre inflamação activa compromete o resultado.
  • Superfície ocular instável — olho seco severo ou outra patologia da córnea não tratada pode ser corrigida primeiro, para não distorcer as medições da lente.
  • Expectativa visual desalinhada com o potencial do olho — quando existe outra doença que já limita a visão, como degenerescência macular avançada ou glaucoma em fase terminal, a cirurgia continua a poder ser indicada para o conforto e a segurança do paciente, mas o resultado visual esperado é discutido com honestidade antes de operar.
  • Instabilidade médica geral — descompensações agudas de saúde adiam qualquer procedimento electivo até à estabilização, em articulação com o médico assistente.

Nenhuma destas situações é definitiva. Na maioria dos casos tratam-se primeiro, e a cirurgia realiza-se depois, em segurança.

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Como decorre a cirurgia

Preparação

Aplicam-se gotas anestésicas e dilatadoras. Não há injecções nem anestesia geral. Permanece acordado e confortável durante todo o procedimento.

Microincisão

Uma incisão de cerca de 2 milímetros na córnea, que encerra sem necessidade de pontos.

Facoemulsificação

O cristalino opaco é fragmentado por ultrassons e aspirado, preservando-se a cápsula natural que irá alojar a nova lente.

Implante da lente intraocular

A lente é introduzida dobrada através da mesma microincisão e desdobra-se na posição correcta, dentro da cápsula.

Alta no mesmo dia

Fica em observação breve e regressa a casa acompanhado, com protecção ocular e a medicação prescrita.

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Os dias seguintes

A recuperação da cirurgia de catarata é das mais rápidas de toda a cirurgia. A maioria dos pacientes nota melhoria já no dia seguinte.

  • Dia 1 — Consulta de revisão. Visão já significativamente melhor, ainda que possa estar enevoada. Início das gotas.
  • Dias 2 a 7 — Retoma da leitura, televisão e caminhadas. Evitar esforços, natação e ambientes com pó.
  • Semanas 2 a 4 — Retoma progressiva da actividade normal, incluindo condução, mediante avaliação.
  • Semana 4 a 6 — Estabilização da refracção e prescrição de óculos, caso sejam necessários.

Quando é necessário operar os dois olhos, a segunda cirurgia é habitualmente agendada com uma a duas semanas de intervalo, permitindo confirmar o resultado do primeiro olho antes de avançar.

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Premium e convencional — qual escolher

A lente intraocular é permanente e não se substitui com facilidade. É por isso a decisão mais importante de toda a cirurgia, e merece uma conversa honesta e sem pressão comercial.

Existe uma boa cirurgia de catarata para cada orçamento. A lente convencional monofocal produz excelente visão a uma distância, com óculos para as restantes — é uma solução clinicamente sólida, e não uma solução de segunda linha. As lentes premium acrescentam independência de óculos, e o seu benefício depende do que cada pessoa faz com os olhos no dia-a-dia.

Lente convencionalLente premium
Visão ao longeExcelenteExcelente
Visão intermédiaRequer óculosBoa a excelente
Visão ao pertoRequer óculosBoa a excelente
Correcção de astigmatismoNão (salvo lente tórica)Sim, com lente tórica
Halos nocturnosRarosPossíveis, geralmente transitórios
ComparticipaçãoHabitualmente comparticipadaDiferencial a cargo do paciente
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O cirurgião que avalia é o cirurgião que opera

Continuidade de cuidado

Da primeira avaliação ao pós-operatório, é sempre o Dr. André Magalhães Oliveira quem o acompanha. Não há transferência de caso entre profissionais.

Formação internacional

Medicina na Universitat Autònoma de Barcelona, especialidade no CHUIMI (Gran Canaria) e formação em dois centros de referência mundial — IMO Miranza (Barcelona) e Moorfields Eye Hospital (Londres) —, aplicadas à prática no Algarve.

Transparência total

Diagnóstico explicado, opções de lente comparadas com números e orçamento fechado antes de qualquer decisão.

Seis unidades no Algarve

Consultas em Faro, Guia, São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António, para que o acompanhamento não implique viagens longas.

Perguntas frequentes sobre cirurgia de catarata

Uso lentes de contacto. Preciso de as suspender antes da avaliação?

Sim, e é a preparação que mais consultas faz repetir. Para avaliar qualquer cirurgia — laser ou catarata — é necessária, no mínimo, uma semana sem lentes de contacto.

As lentes moldam a córnea enquanto são usadas, e a córnea leva dias a recuperar a sua forma própria. Medir antes disso dá uma topografia e uma biometria falseadas — e um cálculo feito sobre medidas erradas leva a uma cirurgia com o resultado errado.

Na prática: lentes moles, pelo menos 7 dias; lentes rígidas ou permeáveis a gases, pelo menos 15 dias, por vezes mais conforme o tempo de uso. Sem esse intervalo a avaliação não é conclusiva e há que remarcar. Se usa lentes, diga-o ao marcar: ajustamos a data para não perder a viagem.

A cirurgia de catarata dói?

Não. A cirurgia é feita com anestesia tópica — apenas gotas — e o paciente não sente dor. É comum sentir alguma pressão e ver luzes durante o procedimento. No pós-operatório pode haver sensação de areia no olho durante um ou dois dias, que cede com a medicação prescrita.

Quanto custa a cirurgia de catarata no Algarve?

O valor depende sobretudo do tipo de lente intraocular escolhida e do subsistema de saúde ou seguro do paciente. A cirurgia com lente convencional é habitualmente comparticipada; nas lentes premium existe um diferencial a cargo do paciente. O orçamento é apresentado por escrito na consulta de avaliação, fechado e sem custos adicionais posteriores. Marque a sua avaliação para obter o valor exacto do seu caso.

A catarata pode voltar depois de operada?

Não. O cristalino removido não se regenera, e a lente intraocular não opacifica. O que pode acontecer, em alguns pacientes, é a opacificação da cápsula que aloja a lente — a chamada catarata secundária. Resolve-se em consulta, com laser YAG, num procedimento indolor de poucos minutos e sem incisões.

Posso operar os dois olhos no mesmo dia?

A prática habitual é operar um olho de cada vez, com uma a duas semanas de intervalo. Isso permite confirmar o resultado refractivo do primeiro olho e ajustar, se necessário, o cálculo da lente do segundo. Em situações específicas a cirurgia bilateral no mesmo dia pode ser ponderada, sempre caso a caso.

Vou deixar de usar óculos depois da cirurgia?

Depende da lente. Com lente monofocal terá excelente visão a uma distância e precisará de óculos para as restantes, tipicamente para leitura. Com lentes premium multifocais ou EDOF, a maioria dos pacientes dispensa óculos na generalidade das tarefas diárias. Nenhuma lente garante independência absoluta em todas as situações, e essa expectativa é discutida abertamente antes de operar.

Tenho diabetes. Posso operar?

Sim. A diabetes é frequente entre os pacientes com catarata e não impede a cirurgia. Exige, isso sim, avaliação cuidadosa da retina antes e depois do procedimento, e um controlo metabólico adequado no período peri-operatório. Se existir retinopatia diabética, o plano é articulado em conformidade.

Quanto tempo até poder conduzir?

Muitos pacientes reúnem condições ao fim de alguns dias, mas a autorização é clínica e individual: depende da acuidade visual atingida, do olho contralateral e da recuperação. A decisão é tomada em consulta de revisão, nunca por calendário fixo.

Qual a diferença entre catarata e glaucoma?

São condições distintas e por vezes confundidas por afectarem a visão com a idade. A catarata é a opacificação do cristalino — trata-se com cirurgia e a visão recupera-se por completo. O glaucoma é uma lesão progressiva do nervo óptico, habitualmente associada a pressão intraocular elevada, e a perda de visão que provoca não é reversível. As duas podem coexistir no mesmo paciente e não se excluem mutuamente; a avaliação clínica distingue uma da outra.

Preciso de estar em jejum no dia da cirurgia de catarata?

Sim — nas nossas unidades são necessárias, no mínimo, 6 horas de jejum. A cirurgia de catarata em si é feita com anestesia tópica e, por norma geral, não exigiria jejum. Nos nossos centros, porém, está sempre presente um anestesista no bloco operatório, para seu maior conforto e segurança e para responder de imediato a qualquer eventualidade — e é essa presença que torna o jejum obrigatório. Receberá esta indicação por escrito na consulta pré-operatória, com o horário exacto a partir do qual deve estar em jejum.

Posso fazer desporto depois da cirurgia de catarata?

Caminhadas leves podem retomar-se em poucos dias. Actividades de impacto, natação, ou desporto que exponha o olho a poeira, água ou risco de pancada devem esperar até à consulta das duas a quatro semanas, quando se confirma que a cicatrização está completa. Golfe e ténis, por exemplo, retomam-se tipicamente depois dessa avaliação.

Referências e leitura complementar

A informação desta página tem carácter educativo e não substitui uma consulta médica. Cada olho é um caso: o diagnóstico e a indicação terapêutica só podem ser estabelecidos após avaliação clínica presencial pelo Dr. André Magalhães Oliveira.

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